A dracma perdida


A dracma perdida


Estados Unidos completa 50 anos sem oração oficial nas escolas

Estados Unidos completa 50 anos sem oração oficial nas escolas
Este ano, os Estados Unidos completam 50 anos sem oração oficial nas escolas. Foi no dia 25 de junho de 1962, que a Suprema Corte dos Estados Unidos declarou inconstitucional a oração e que esta não mais poderia ser realizada nas escolas públicas do país, assim como a proibição de funcionários do estado realizarem manifestações religiosas em instituições públicas de ensino.
A medida do Estado ocorreu após protestos de famílias que alegavam que a oração era contrária as suas crenças. “Deus todo poderoso, reconhecemos a nossa dependência de Ti e pedimos tuas bênçãos sobre nós, sobre nossos pais, nossos professores e sobre nosso país.”.
Desde essa mudança, a cada ano o Estado e as pessoas tem se distanciado mais da religião. Um ano após ser extinta a oração nas escolas, já em 1963, as autoridades do país também proibiram a leitura da Bíblia nas escolas, pela mesma justificativa, por ser um ato inconstitucional.
Outras leis foram criadas com a finalidade de extinguir as manifestações religiosas em solenidades públicas e em instituições ligadas ao Estado, como por exemplo, a proibição de oração feita por estudantes universitários antes de jogos de futebol, e também em cerimônias de formatura.
Fonte: Gospel+

DESGASTE


DESGASTE

"Eu de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol da vossa alma. Se mais vos amo, serei menos amado?" (2 Coríntios 12:15 ARA)

A maioria das pessoas evita ou foge de desgastes, inclusive este que vos fala. Uma situação desgastante é desagradável, não é o objeto de desejo nem o sonho de ninguém. Podemos nos desgastar emocionalmente, fisicamente, financeiramente, e também relacionalmente. Muitos casamentos acabam quando o desgaste chega a níveis intoleráveis.

O que acontece, então, com pessoas que gastam sua vida pela alma de outras, como menciona aqui o apóstolo Paulo? Como podemos encarar isso, como doença/distúrbio? Não creio. Para mim é um ato de amor, doando o que se tem de mais precioso que é a própria vida. Olhada para o exemplo de Jesus, nosso autor e consumador da fé, fica patente que Ele não precisava se desgastar, mas decidiu aceitar isso para que se cumprisse o propósito de Sua existência.

Assim também nós devemos agir em prol do Reino de Deus. Devemos entender que fomos comprados por um preço "irreal", muito acima do valor devido, pois não éramos mais do que pecadores condenados à morte, trapo imundo comparado com a Santidade de Deus. Ainda assim fomos comprados pelo preço mais caro que se poderia imaginar. É insano pensar em comprar uma montanha de lixo pelo preço de um palácio, ou um vulcão pelo preço de uma ilha paradisíaca, mas foi isso que Deus fez. Em troca disso, temos de entender que qualquer desgaste em nós será um preço pequeno como retribuição simbólica à nossa salvação.

Vivemos um tempo, no grupo onde congrego, em que estamos tão focados em ganhar almas e cuidar bem delas, discipular pessoas, tanto recém-chegadas como experientes, alinhar a visão e o entendimento das pessoas... que tem dias que esqueço dos meus próprios problemas, não tenho tempo de ficar deprimido ou apavorado, pois tenho vidas para edificar. Escolhi me deixar gastar. Note: me gastarei é ativo, me deixarei gastar é passivo.

O mais interessante é que não apenas estou vivendo melhor, como tudo se resolve mais fácil. Deus cuida de mim...

"Pai, quero aprender a me deixar gastar pela alma daqueles a quem o Senhor me confiar para cuidar. Assim como alguém sofreu por mim e me trouxe para o Reino, quero Te servir atendendo a outros."


Mário Fernandez

FIDELIDADE


"assim como lhe conferiste autoridade sobre toda a carne, a fim de que ele conceda a vida eterna a todos os que lhe deste." (João 17:2 ARA)

Nada no Reino de Deus ocorre por acaso, por surpresa, nem muito menos por descontrole. Jesus recebeu do Pai autoridade sobre toda carne, de uma tal maneira como o Senhor não daria a outro, por motivos fáceis de compreender (santidade, direito, herança, tantas outras coisas). Mas nem isso foi em vão ou sem propósito, havia algo claro desde o início do plano - conceder vida.

Independentemente do aspecto espiritual que isso implica, e creia-me que é vasto, temos algo prático para aprender. Não adianta pedir que Deus nos conceda o que não saberemos ou não poderemos usar. Deus daria prosperidade a um infiel ou desajuizado? Daria profecia para um imaturo? Daria poder profético como o de Elias a alguém vingativo ou rancoroso? Não creio e não tenho visto para mudar de ideia.

Mas há algo mais. O dom, ou dádiva, serão sempre proporcionais à grandiosidade da missão. Deus não daria um dom maravilhoso de evangelista como Billy Graham (só pra citar um bem conhecido) para alguém que não ame as almas como Billy - não teria serventia. Mas para pessoas que têm mais lágrimas para derramar do que palavras para dizer, quando o assunto são almas que se perdem no inferno, certamente o Senhor será generoso e fará frutificar como nunca visto.

E há ainda algo mais: para que Deus colocaria numa missão alguém que não fosse fiel? Mesmo que surgisse outro homem tão santo quanto Jesus (nem tente, é impossível) será que teria a fidelidade Dele para dar Sua vida pelos infiéis? Note: Jesus recebeu autoridade sobre toda carne para conceder vida aos que lhe foram dados - não aos que pedirem, não aos que merecem, não aos que chegeram primeiro, não aos que sabem de tudo. Aos que foram dados junto com a autoridade, pelo mesmo Senhor que deu tanto um como outro.

E para finalizar, tudo isso para cumprir o versículo anterior: glorificar ao Pai. Aprendamos a viver e desfrutar do que o Senhor nos deu, ou a buscar de forma apropriada o que ainda não recebemos. Glória a Deus que não joga dons pela janela.

Oremos:
"Senhor, não posso evitar de pensar que o Senhor pode ter mais para mim, desde que eu me disponha a pagar o preço e assumir a missão. Eis-me aqui para ser ensinado por Ti. Ensina-me"


Mário Fernandez

SEM SENTIDO



“Disse o SENHOR a Moisés: Estende a mão e pega-lhe pela cauda (estendeu ele a mão, pegou-lhe pela cauda, e ela se tornou em bordão);” (Êxodo 4:4 ARA)

Muitas vezes sou obrigado a reconhecer que Deus não faz sentido em vários aspectos. O Seu amor não tem lógica, Seu Reino extrapola a compreensão, Sua salvação não faz sentido. Nesse versículo, o Senhor manda Moisés fazer algo contra todo bom senso para lhe ensinar algo. Só quem não tem a menor noção do que é uma cobra, pegaria pela cauda; é picada na certa. Mas Moisés aprendeu e vamos tentar aprender também.

Bordão ou cajado representam pastoreio, ministério, cuidado de ovelhas. Ao lança-lo ao chão tornou-se em serpente que representa o diabo, o engano, a maldição. Podemos começar por entender que quem tem um bordão e o lança cria uma serpente? Talvez. Mas se o fizer, terá de retomá-lo com às próprias mãos. E talvez não faça sentido nem se meter com a serpente, mas sob a orientação e direção de Deus é tudo diferente.

Quando Deus manda Moisés fazer algo que ele certamente sabia ser insano, estava a testar a sua confiança, sua obediência, sua lealdade e sua fidelidade. Invariavelmente Deus tinha algo para ensinar a todos nós por Moisés. Este texto me falou muito ao coração e tenho de admitir que foi duro de assimilar. Eu sei que sou teimoso e resisto a fazer loucuras, mesmo que muitas vezes tenha respaldo suficiente de que foi Deus quem mandou. Isso é um erro. Nada precisa fazer sentido, o que precisamos não é de razão mas de convicção. Moisés teria ainda mais 40 anos pela frente para pegar cobra pelo rabo, fazendo outras insanidades, desde abrir mar até tirar água de pedra para o povo beber. Uma mais louca que a outra.

Assim devemos nós tambem ser. Falta coragem para fazer loucuras, ou a razão é mais forte que a fé? Ou será que Deus parou de fazer coisas que não cabem na nossa cabeça e tornou-se "razoável"?

Não creio. Creio sim num Deus que não muda e não mudará. Creio num ser humano falho e que desconfia, desafia e desobedece. Mas creio acima de tudo no milagre de mudar. Eu quero mudar. Eu vou mudar e te convido a se juntar a mim.

"Senhor, Tu não precisas caber nas minhas idéias ou razões, eu é que preciso ser obediente. Dá-me convicção e também abrirei os mares e tirarei água das pedras, na força do Teu Poder."


Mário Fernandez