ORAR PARA SER MUDADO
"E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas." (Marcos 11:25 ARA)
A oração não é para tentar mudar a Deus, mas a nós. O texto foi apenas um gatilho para algo que Jesus quis me ensinar: Deus não é modificado por minha oração, eu é que sou. Posso pedir o que quiser, clamar pelo que quiser, e Ele tem promessas reveladas na Bíblia que vão se cumprir, assim como posso confiar no Seu sustento e visitação, mas Ele não muda. Quando nossas orações são atendidas é por que foram ao encontro dos princípios que Ele mesmo estabeleceu. Mas Seu caráter e Sua essência não mudam.
É errado orar por algumas coisas. Como por exemplo: a conversão do diabo (já está dito de sua ruína); perguntar para Deus se Ele quer alguém salvo (já revelou que quer que todos sejam salvos); pedir que Deus ame alguém (Ele é amor).
Igualmente, isso nos ensina a orar melhor sobre alguns assuntos, especialmente quando se trata de algo que envolve atitudes práticas de nossa parte. De que adianta orar para emagrecer se não me exercito e continuo comendo sem qualquer controle? De que adianta pedir para o nosso Pequeno Grupo crescer sem evangelizar? De que adianta pedir perdão por algo que não estou se quer interessado em perdoar?
A oração é para mudar algo em nós. Ela até pode influenciar o que Deus fará, pois temos exemplos bíblicos disso, como no caso de Jó, Moisés, Daniel, Jonas e outros. Mas Seu caráter e Sua opinião a respeito das coisas não vai mudar. Ele pode até fazer algo diferente, mas não vai negar Sua Palavra nem quebrar promessas.
Pr. Gilvan Alexandre
Adaptado de: Mário Fernandez
Reforma Protestante ou halloween
Muita gente não sabe, mas o Dia das Bruxas, o Samhain ou Halloween, Ano Novo céltico (31 de outubro), tem uma conexão com o Dia de Todos os Santos da Igreja Católica Romana. Este era originalmente celebrado em maio, e não no primeiro dia de novembro.
No ano 608, o imperador romano Focas apaziguou o populacho dos territórios pagãos recem conquistados, permitindo-lhe combinar o antigo ritual de Samhain com o Dia de Todos os Santos. E, assim, o panteão de Roma, templo edificado para a adoração de uma multiplicidade de deuses, foi transformado em igreja.
Foram os imigrantes europeus, especialmente os irlandeses, que introduziram o Halloween na América. Hoje, o Dia das Bruxas é muito importante para os lojistas, inclusive em Portugal. Salém, em Massachusetts,f USA, é a sede da bruxaria norte-americana. Ali celebra-se na época do Halloween, o Festival da Assombração, para expandir a temporada turística de verão.
Em junho de 1520, Lutero foi excomungado por uma bula — decreto do papa que continha o seu selo oficial. Em dezembro do mesmo ano, com ousadia, ele queimou esse documento em reunião pública, à porta de Wittenberga, diante de uma assembleia de professores, estudantes e do povo. No ano seguinte, foi intimado a comparecer ante as autoridades romanistas, em Worms. E declarou: “Irei, ainda que me cerquem tantos demônios quantas são as telhas dos telhados”.
No dia 17 de abril de 1521, Lutero apresentou-se à Dieta do Concílio Supremo, presidida pelo imperador Carlos V. Para escapar da morte, teria de se retratar. Mas ele não faria isso, a menos que fosse desaprovado pelas próprias Escrituras. E asseverou perante todos: “Aqui estou. Não posso fazer outra coisa. Que Deus me ajude. Amém”.
Considerado herege, ao regressar à sua cidade Lutero foi cercado e levado por soldados ao castelo de Wartzburgo, na Turíngia, onde ficaria “guardado”. Ali, ele traduziu o Novo Testamento para o alemão, obra que, por si só, o teria imortalizado. Ao regressar a Wittenberga, reassumiu a direção do movimento a favor da Igreja Reformada, e a partir daí os princípios da Reforma Protestante se espalharam por toda a Europa, com ajuda de homens de valor, como Ulrico Zuínglio, João Calvino, Jacques Lefevre, João Tyndale, Tomás Cranmer, João Knox, etc.
Assim como muitos teólogos estão fazendo hoje, os católicos romanos haviam substituído a autoridade da Bíblia pela autoridade da igreja. Eles ensinavam que a igreja era infalível e que a autoridade da Bíblia procedia da tradição. Os reformadores afirmavam que as Escrituras eram a sua regra de fé, de prática e de viver, e que não se devia aceitar nenhuma doutrina que não fosse ensinada por elas.
A Reforma devolveu ao povo a Bíblia que se havia perdido, passando a considerá-la a fonte primária de autoridade. Nesses tempos difíceis, em que muitos estão a brincar com o pecado e até com festas satânicas, quantos cristãos sérios estão dispostos a protestar contra as heresias verificadas entre nós, 2Pe 2.1; At 20.28, à semelhança de Lutero?
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